

Eu
Desde pequeno tínhamos em casa uma única regra essencial - viajar 15 dias de carro, só a família e ao menos uma vez ao ano. Aos poucos essas viagens foram moldando a minha relação com a natureza, a minha visão sobre o mundo, meus valores de modo geral. E a fotografia acabou entrando na minha vida de maneira orgânica, primeiro como uma ferramenta de observação sobre o que me era apresentado e aos poucos se tornando um espaço de expressão, onde eu consigo externar alguns pensamento. Ou seja, vejo a fotografia sendo composta por dois elementos principais, o corpo e a alma. O corpo é o que se vê, a estética, o material, o concreto. Já a alma seria o que pulsa esse corpo, a vida que existe por trás da matéria inanimada, o subjetivo. Seja ela um sentimento, uma reflexão, um momento ou a simplicidade de um ato observador passivo. Busco, então, através do meu trabalho, um maior equilíbrio entre essas duas partes da fotografia.




